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Pão nosso de cada dia...

  • Foto do escritor: púrpura
    púrpura
  • 20 de nov. de 2025
  • 5 min de leitura

Esse texto é uma devocional preparada para o grupo de jovens da igreja, fez parte de um conjunto de reflexões a respeito de cada versículo da oração do Pai nosso que está em Mateus 6:9-13.


Pão com ovo e tucumã
Pão com ovo e tucumã

Quem aqui ficou aflito esse ano?

Quem aqui achou que não ia passar na matéria?

Ou conseguir pagar alguma conta?

Ou passar no mestrado?

"MEU DEUS, e se eu não passar no concurso, como eu vou fazer? Se eu passar mais um mês desempregado ou desempregada, como vou comer?"

"Nossa, fiz um investimento e usei minha reserva de emergência. Não pode acontecer nada, senão não vou ter dinheiro..."

"Ou pior... acabou o dinheiro. Como vou pagar essa conta que ainda falta?"

"Pai, estou fraco/fraca, não Te sinto mais..."


Ou ainda...


"Será se hoje conseguirei Te sentir, Deus?"


É, meus irmãos... muitas coisas afligem nosso coração diariamente. A cada instante...


Eu mesma, hoje pela manhã, tive um momento de fraqueza, de medo e aflição. E cá estou, escrevendo isso com fé de que quando eu estiver terminado, Deus me dará forças para estar com vocês hoje.


Quão medrosos e covardes somos...


Logo nós, que temos um Pai que é Santo, que está acima de nós, sendo soberano sobre toda a criação, que fez Sua vontade em Cristo Jesus, nos dando acesso ao Seu Reino e à vida eterna.

E na oração que está em Mateus 6:11, Seu Filho nos ensina a pedir. Diz o texto na ARA:

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.


O PÃO NOSSO


Ao meditar nesse versículo, imediatamente somos transportados para Êxodo, quando, ao sair do Egito, o povo de Israel se via com fome e com o coração endurecido. E Deus vai provendo todas as necessidades que esse povo precisava: luz, sombra, cura e, dentre elas, o pão, o famoso maná.


E, de uma forma muito peculiar, o maná era fornecido todo dia, e a quantidade que o povo precisava recolher era exatamente a do dia — exceto no sábado, pois o sábado era separado para o Senhor.

E quando Jesus nos pede para orar pelo “pão nosso de cada dia dá-nos hoje”, nos remete a esse momento também...

O pão é um dos alimentos mais antigos do mundo, se não for o mais antigo. Venhamos e convenhamos... quem não gosta do seu pão com ovo? O pão é agro... o pão é top.


Mas o pão aqui vai além do alimento que fortalece o corpo — é o que vestir, é como pagar o boleto, ou passar naquela prova.


O pão aqui são as aflições lá do início. Mas não se limita a isso...


O próprio Jesus fala, como está em João 6:27:

“Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem lhes dará. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação.”

Sendo assim, o pão é também alimento para a alma. Sendo Jesus o pão da vida, Ele é o próprio Deus encarnado.Se antes comíamos maná ou o pão com ovo que nos causa morte, devemos nos alimentar do próprio Cristo, que nos dá a vida eterna. Devemos viver por Sua causa.



DE CADA DIA


Voltando ao povo de Deus que se libertou do Egito — Deus supria a eles todo santo dia o quanto era necessário, faça chuva ou faça sol.


E da mesma forma é conosco: Deus supre as nossas necessidades todo santo dia.


Trago à memória um dos versículos mais conhecidos de todos os tempos, pintado ou bordado nas casas das famílias brasileiras:

“O Senhor é meu pastor; nada me faltará.” (Salmo 23:1)

A soberania de Deus age nas nossas vidas, pois Ele é o nosso Pastor. Quer seja com o bordão ou o cajado, diariamente somos consolados por Ele.


O pão nosso de cada dia é também saber da promessa de que Ele vai suprir a gente.


Saber da Sua soberania coloca em teste a nossa confiança — a confiança de que somos dependentes d’Ele, que somos fracos, incapazes, mas também nos revela Sua fidelidade, que Ele é fiel e justo para terminar Sua boa obra.


Quando bebês, não sei se acontece — e eu também não lembro de pensar —“Será que minha mãe vai me alimentar? Será se vou ter a minha próxima refeição?” Eu simplesmente sentia fome, clamava pela minha mãe, e ela me alimentava.


Lá em Filipenses 4:6-7 nos exorta a não nos preocuparmos com nada, mas sim apresentar diante do Senhor as nossas petições por meio da oração e súplica. Gosto da súplica aqui, pois remete ao desespero — é como o bebê faminto clamando pelo alimento à mãe. E, não surpreendentemente, assim como o bebê faminto, encontramos em Cristo Jesus a paz para nossa mente e coração.



DÁ-NOS HOJE


E po firm, devemos sim orar a Deus pelas nossas necessidades, crendo que Ele irá supri-las. Mas entendendo que Ele nos dará aquilo que precisamos, não o que queremos. É tão bom quando a nossa vontade se alinha com a de Deus...Mas, se não ocorrer, possamos estar contentes, entendendo que a vontade d’Ele é boa, perfeita e agradável, sendo gratos, porque nada — completamente nada — foge do Seu controle.


Não somos diferentes de Israel. Mesmo tendo várias formas de preparar o maná, sendo alimentados todo dia — repito, todo dia — o povo, em certos momentos, queria juntar mais do que para um dia. Talvez, não confiando na providência de Deus... Ou até mesmo com ganância. Em outros momentos, sendo ingratos pela dádiva entregue por Deus, desejando inclusive o alimento que comiam no Egito.

Sinto em dizer que não somos diferentes de Israel. Eu não sou diferente. Nosso coração se inclina para o medo, para a ingratidão, para o descontentamento, mesmo conhecendo o Deus poderoso que nos libertou da escravidão do pecado e da condenação eterna. Mesmo sendo amados de tal maneira que Ele entregou Seu Filho para sofrer a nossa culpa, a minha e a sua, para que fôssemos feitos filhos d’Ele e tivéssemos a vida eterna.


Insistimos em dizer que não é suficiente...“Melhor eram os pepinos, os melões, os alhos...


Insistimos em nos preocupar com o amanhã, em questionar se teremos o que comer, beber, nos casar, receber o salário, passar na matéria, ser um profissional bem-sucedido, ter filhos...


Mas lembrem-se, meus irmãos:

“Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mateus 6:34)

Que Deus tenha misericórdia de nós.


Nascer do sol a caminho do divã
Nascer do sol a caminho do divã

Resumo


  • Tenha a certeza de que Deus provê nossas necessidades. Não sou eu que digo — é Ele mesmo. Mas lembrem-se: se Ele não deu aquilo que você queria, certamente é porque você não precisava, pois a vontade d’Ele é boa, perfeita e agradável.

  • Devemos buscar mais ao Senhor. A confiança na provisão vem de um relacionamento e conhecimento de quem é o Senhor. Deus se mostrou poderoso ao povo do Egito e também a Israel, como forma de quebrantar o coração. Hoje não é diferente: como podemos confiar em alguém que não conhecemos? Sabendo quem é Deus, fica mais fácil saber que Ele vai prover e que podemos confiar n’Ele. A exposição à Palavra, a oração e o consequente relacionamento com Deus provocam esse conhecimento, por vivência, mais profundo de quem Ele é — e esse relacionamento provoca a paz.


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