Pílula: O divã
- púrpura

- 1 de out. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 18 de nov. de 2025
Estou de volta ao meu divã, ao meu lugar sagrado, onde passei as fantasias da minha infância, os descobrimentos da pré-adolescência e as reflexões da mocidade. Não poderia sedentarizar-me aqui, pois é um atentado, uma "corrupscência" do sagrado, uma vulgarização do divino. Entretanto, não deixarei de voltar e me deleitar com o cheiro da terra, o acariciar das águas, ouvir a orquestra comandada pelo vento na copa das árvores e me deslumbrar, sempre, diante da paisagem camaleoa que tem todo meu apreço.
Não deixarei de vir e sentir a harmonia de estar viva...
Texto escrito em 30/03/2015.




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