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Pílula: O ser

  • Foto do escritor: púrpura
    púrpura
  • 4 de jun.
  • 1 min de leitura

Esse texto é uma "resenha" feita após ler o conto O Espelho de Machado de Assis.


Foto retirada no Museu da Natureza na Serra da Capivara. São Raimundo Nonato - PI
Foto retirada no Museu da Natureza na Serra da Capivara. São Raimundo Nonato - PI

Quem é você?


Esse conto de Machado de Assis chama a essa reflexão…


A questionar aquilo que nos apegamos ao que somos.


“Sou leitora...”

“Sou engenheira...”

“Sou médico...”

“Sou fotógrafa...”


Enfim, sou aquilo que minha segunda alma chama a ser. E talvez Machado não estivesse dizendo que essa alma é falsa, mas também participa daquilo que sou. Mas quando me apego apenas a ela, a minha autopercepção se perde, se desfaz. É como um espelho de bronze: eu vejo algo, se parece comigo, mas está indefinido. Quem sou eu sem os livros, diplomas ou arte? E quem sou eu apenas com eles?


Em A Metamorfose, somos questionados a encontrar nosso valor naquilo que fazemos para a sociedade e como somos úteis para ela. Em O Espelho, nos questionamos em relação a aquilo que nos apegamos como sendo definição do que somos. Em Bartleby, o escrivão, a escolha de não fazer nos confronta com a estranheza da inutilidade injustificada e com a revolta necessária de se encaixar.


Em sociedade de "só é lembrado quem é visto", "você é aquilo que tem"... O Espelho e as demais obras chamam a reflexão. E ao desespero de questionar: Quem sou eu?


QUEM é você?

Quem É você?

Quem é VOCÊ?


E como que num sopro, numa brisa, num refresco...


A resposta encontro há 2000 anos.


No livro

antigo,

profundo

e muito estigmatizado...


A resposta encontro em Cristo.


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